Blog Capim Letrado


tudo acaba, leitor

18 agosto de 2009

Queridas e queidos leitores, foi um prazer escrever para vocês.
Capim Letrado chega ao fim.
Valeu!

Criei um novo blog: Capim Letrado 5.3:

http://fernandapompeu.blogspot.com

Fernanda Pompeu



Escrito por Fernanda Pompeu às 11h41
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hai-kai vira-lata

Momento de princesa

Paro de escrever

Vou ler



Escrito por Fernanda Pompeu às 19h18
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espíritos

Aprendi com Dora, escritora colombiana e grande amiga, a sempre acender uma vela na hora de escrever. Essa hora não é qualquer hora. Não é a hora de ler. Nem é a hora de gerenciar as mensagens de e-mails ou a hora de pesquisar. A hora de escrever é a hora da verdade. Momento em que ficamos irremediavelmente sós e verdadeiros. Essa é a hora de acender uma vela.



Escrito por Fernanda Pompeu às 18h08
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respostas

O que uma escritora, sem grana e sem fama, faz? Escreve. O que uma redatora, sem emprego e sem rendimento, faz? Redige. O que uma sonhadora, consciente e com os pés na terra, faz? Realiza. A persistência é a prova dos noves.



Escrito por Fernanda Pompeu às 19h11
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piano

Faz muito frio. Ponho casacos. O frio continua. Tento me aquecer no cobertor das palavras. Agora está mais quentinho. Vou na batalha de todas os dias, de todas as horas. Qual? Escrever com clareza. Redigir com clareza um mundo complexo, ideias difíceis. Não é fácil. Mas alguém pensou que seria?



Escrito por Fernanda Pompeu às 20h17
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decalque

Às vezes,
Escrever é brincadeira de criança

Requebrar no banbolê

Pular corda
Assopar bolinha de sabão
Às vezes, também,

é entrar no trem fantasma.



Escrito por Fernanda Pompeu às 11h03
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isto e aquilo

Entre o fato e a imaginação. Separá-los é bobagem. Na escrita, tudo vem junto. Não existe fantasia fora do mundo. Não existe mundo sem fantasia.



Escrito por Fernanda Pompeu às 17h34
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sem garantia

Às vezes, pergunto a mim mesma por que escrevo?  Por que, nessa altura da vida, insisto em pôr as palavras para trabalharem? É claro que há um movimento desafiador nesse ofício. A sensação de primeira vez que se renova a cada começo de texto. Mil bons textos, já escritos, não garantem a qualidade do próximo. Fascinante e dramático ao mesmo tempo.



Escrito por Fernanda Pompeu às 17h40
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Espíritos

O substantivo está para o mar, como a lagoa está para o adjetivo. Um texto sem adjetivos tem a expressividade de uma foto preto e branco. Mas o mundo é colorido. O desafio não é expurgar os adjetivos; é usá-los com pertinência. Utilizar ferramentas da língua com propriedade é metade do caminho da escrita. A outra metade é segredo.



Escrito por Fernanda Pompeu às 12h13
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bumerangue

De repente, um texto escrito agora é devedor de textos redigidos antes. De repente, o texto escrito hoje é a pista para o texto futuro. O que quero dizer é que tudo está conectado. Há uma continuidade no exercício da escrita. Na maior parte das vezes, não percebemos a liga. Mas ela está presente. As coisas existem mesmo quando não conseguimos enxergá-las bem.



Escrito por Fernanda Pompeu às 18h03
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Como uma onda

 

Blogs são matérias vivas. O que diferencia o vivo do morto é, fundamentalmente, o movimento. O que vive se mexe, para a frente e para trás; para cima e para baixo; para os lados. A intenção primeira do Capim Letrado é refletir sobre a escrita. Sem pretensão acadêmica, sem mergulhos intimistas. A proposta é pensar a escrita do dia a dia. Conseguirei?

 



Escrito por Fernanda Pompeu às 19h38
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O que é, o que é?

Minha mesa o que é? barco carregado de palavras. Palavras para onde vão? para o porto. Porto o que é? frases procurando o oceano. Oceano é o quê? textos navegando leitores. Leitores o que são?



Escrito por Fernanda Pompeu às 21h57
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profissão de fé

Não é possível escrever textos sempre brilhantes, mas é possível escrevê-los sempre redondos.



Escrito por Fernanda Pompeu às 16h33
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Oriente

Ando escrevendo tão curto. Desconfio que, se escrevesse em japonês, estaria fazando um sucesso danado nos celulares dos adolescentes de olhinhos puxados. Aproveito para convidá-los a dar uma espiada no Só aos domingos: http://www.fernandapompeu.zip.net




Escrito por Fernanda Pompeu às 11h02
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13 de maio

Escrava escrevo

Escrevo escrava

O quilombo é o texto

Ser lida, a lei áurea



Escrito por Fernanda Pompeu às 18h05
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